SONETO INCERTO

Foi em setembro que chorei a vida
e em passos tortos pus-me a caminhar,
vesti o futuro, saga prometida,
quis a centelha perdida no ar.
Verti meu pranto numa despedida,
rumo ao incerto que ousei buscar.
Se alguma vez eu me senti vencida,
só foi o tempo de recomeçar.
E nesse quanto de emoção sentida,
os meses desfilaram devagar,
no afã das perguntas repetidas.
Confesso que não sei quantas feridas
tiveram de, sozinhas, se curar,
pra ver o novo ponto de partida.
Basilina Pereira
Lindo seu blog, amigo, e orgulho-me de ter um poema meu aqui na sua galeria de talentos. Parabéns e umgrande abraço.
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